segunda-feira, 17 de março de 2014

Anorexia. Érick Freire.

4 comentários
Fome? Não tenho.
Minha mente? É fraca.
O entusiasmo é o vetor da motivação. O alimento da alma é a leitura. Gordo? Não. Magro e raquítico, amor pela magreza da ditadura da moda que é bulêmica, vomita lixo.
Anorexia literária, ideologia perdida por gostar de alienar-se por ideologia barata, sucateada nos restolhos da ignorância alheia à vida inteligente da leitura navegante do ar cativante das ideias eternas do conhecer.
Alimentar a mente anorexa é difícil, seu entusiasmo é ser desestimuladora, o parecer melhor é do artista de 15 minutos de fama da música youtubiana.
Poderosa? Nem tanto. Realidade irreal da verdade isolada da verdadeira face da moeda, porque a ideologia daqueles que pregam a liberdade de expressão são agressores da mente inteligente que é instigada pelo ar intransigente da imposição.
É difícil entender a juventude da anorexia literária porque gostam de games, informações, mas a alimentação de suas mentes está em jejum das vitaminas da emoção da leitura que voa na imaginação.
Porque a gente não entrega logo? Qual a razão e o sentido de ser? Porque ser e ter? Ou melhor ter para ser.
Ter a fama mesmo que não seja com base, o que importa é que o superficial é banal mais alimenta a mente anorexa.
Anorexia, anorexia das mentes do jejum do melhor que temos para ler, fastio de ideias, fastio de pensar, reproduzir é mais fácil porque desgasta menos a mente de incautos, incertos, neófitos recipientes.
Pergunto a um jovem quem é Veríssimo? Ele responde perguntando "É um autor de novela?!" Pergunto: Quem é Martinho? Ele diz: "O da vila?" Falo: "Não o da luta! O Lutero". Pálido fica sem saber o que falar, "Ele lutou nas diretas já?" Que pena ouvir destes jovens que tem tanta informação, mas a uma pergunta simples fogem léguas porque nem sabe o que é ler quanto mais quem é alguém.
Difícil de entender a anorexia dos famintos de conhecer a verdade. De quem é a culpa? Do sistema? Dos professores? Dos pais? Não. Mas, da ideologia barata de facilitar o aprender pelo uso de macetes macetosos que destrói a arte de pensar dos mais curiosos. É mais fácil assim, decore que você passa, o importante não é alimentar a mente que morre de fome faminta pelo conhecer das letras misturadas, mescladas, mexidas, sacudidas e pensadas. A importância é desfilar o canudo das "facul" da vida superficial da sociedade pós-moderna que mais parece antiga como a idade da pedra que não lia porque não tinha o que ler, mas nessa sociedade se tem e não quer ler por causa da anorexia literária que causa espasmos na inteligência e deixa a mente cauterizada pela dureza da brutalidade da ignorância latente da pedra bruta lascada na mente desta gente!

Érick Freire
Escritor e pedagogo


4 Responses so far.

  1. Concordo plenamente com você Érick ! Temos ótimos autores literários, o que falta entre ou coisas é estímulo. Quando eu era criança, antes de começar as aulas a minha mãe vinha no meu quarto e junto com os meus irmãos nós abríamos o livro de português que novinho e procurava leitura engraçadas na hora de dormir. Ate hoje quando eu vejo um livro de português não resisto e abro em busca de leituras que prendam a minha atenção.

  2. E esta prendeu sua atenção?

  3. Prendeu sim. Mim fez pensar em algumas etapas da minha vida.

  4. A leitura leva o homem a lugares inimagináveis...

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