domingo, 11 de maio de 2014

Grande Encontro. Manoel Neto

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Com toda sinceridade não sei o que escrever, mas todas as vezes é assim, também não sei o que vai acontecer. Assim é a vida, muitas vezes acordamos pela manhã, um desânimo grande, mas assim como já escrevi e escrito está: o leão bramando sempre a rosnar, inimigo, outro nome que não merece ser citado, podem pesquisar, nenhuma de minhas Crônicas, tem o nome dele, mas pelas qualidades do leão, você já sabe quem é, pois quando ele está miando, é porque, ou está com fome ou incomodado.
Antigamente ele vivia com fome, queria porque queria tragar minha vida, mas hoje não, ele quer apenas travar, pois incomodado está.
Mas o dia vai passando e afazeres manifestando.
Mas geralmente vem a noite, onde todos os resultados vão saltando.
Mas quero mesmo ressaltar ontem, porque primeira ceia foi, onde mais uma vez, cercado de minha família pude comprovar que a Luz é o melhor Caminho.
Ele é o Caminho!
Sempre comendo, realmente!
Geralmente escutamos as pessoas falarem que passaram fome na infância, também passei por alguns maus bocados, mas não fome, pois eu tinha um Deus que já velava por mim e uma Mãe que já era, pai e Mãe.
Mas alguns anos atrás, passei fome, depois de adulto? Sim!
Muito foram as noites e dias que passava sem comer e sem dormir, mas a geladeira estava lá cheia de frutas e o fogão cheio de panelas com alimentos, mas sem contento.
Gosto do riso de meus Amigos, Manoel Netto, de novo, já é outro prato? Não me importo, pois sei o meu ponto e o meu encontro com quem não me desaponto e sempre me encontro.
Uma Família que aos poucos estão entrando no ponto, pois no Salmos me fala de um conto onde todos participam de um sonho, que um dia será realidade e não haverá desaponto.
Todos unidos por um só encontro. 


Manoel Neto
Teólogo e cronista
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Cicatrizes. Manoel Neto

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Um certo dia recebi em minha casa um Amigo, meu vizinho e professor bastante atarefado, também fui assim, não desejo a ninguém! 
Mas em meio a nossa conversa, o mesmo ressaltou que muitas pessoas têm seus problemas e acham que são maiores que os do outro.
Hoje, depois de uma cena ou palavra de ciúme, não subestimei, mas alertei: queria eu que todo meu problema fosse aquela moça ou roça, mas não! É uma campina que enrosca, engrossa a saliva e uma emboscada que desenrola.
Interessantíssimo é o nosso organismo, pois ele sabe que estou um brinco e que mais uma bolda estou completando, mas as joias sinto vontade de vender.
Mas ai eu paro, seguro um Livro e baixo a cabeça, é quando vejo estas cicatrizes em minhas pernas, na virilha e frieiras que tive nas mãos.
Apesar das cicatrizes e martírios, eu sou um dos dez leprosos que volto pra agradecer a Deus por todas as marcas e mais uma marca que é o dia 09, pois está marca quero levar pra o resto da vida e assim fazer uma marca, a marca de um corte no bolo de Aniversário de uma comarca.
Comarca é aquele território que foi conquistado em meio as batalhas, onde ficaram as marcas que desembarcam em uma lembrança de vida sem Alparcas.
Meu Deus! Não quero voltar a andar descalço, quero vestido continuar com esta túnica, é a única cicatriz que quero em meu corpo, é a marca Branca de uma Aliança Contigo ou um suposto corte das pontas da Coroa, mas que valerá a pena, pois não sentirei mais as angústias das cicatrizes deste mundo.


Manoel Neto
Teólogo e cronista
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Mãe. Manoel Neto

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Não sei o que seria dos filhos sem a Mãe.
Mil pais não valem por uma Mãe.
Quando Deus foi falar de Amor entre dois seres, Ele fez alusão entre Mãe e Filho, mesmo que a Mãe desampares, eu jamais, Ele comparou o Amor de uma Mãe ao Dele.
Jesus te ama e sua Mãe também...


Manoel Neto
Teólogo e cronista
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sábado, 10 de maio de 2014

INVASÃO. Érick Freire

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Lembro-me de minha infância, quanta felicidade tínhamos no trivial!
Corríamos na rua, jogávamos bola, comíamos um prato de sopa com satisfação e brincávamos sem ter medo algum.
Na boca da noite brincávamos de bandeirinha, brincadeira feita entre duas equipes, nas ruas de Natal tínhamos postes a cada cinquenta metros, dividíamos o espaço da brincadeira entre três postes. O poste do centro era a divisão virtual dos campos, de um lado uma equipe do outro a outra. Como sempre eu era o último a ser escolhido no famoso zerinho ou um. Às vezes atravessávamos a barreira das 22 horas sem nenhum temor. Nossos pais estavam dentro de casa a vontade. Sabiam que nada aconteceria com seus filhos. Hoje deixar uma criança de oito, dez anos na rua após às 20 horas é caso até de polícia ou conselho tutelar, o tal "abandono". Vivíamos sem medo, corríamos sem limites, brincávamos sem pensar na hora ou no amanhã.
Ladrão? Estuprador? Assaltante? Pedófilo? O último nem se conhecia, os outros apareciam em casos pontuais e raramente tínhamos algum caso de violência. Hoje a história é outra. Saímos na rua já abaixados. Meus filhos mal saem na calçada! O que houve?
Invasão invasiva de seres psicodélicos perturbados pelas cores do roubo, do crime e da invasão do direito do outro! Estes seres traumatizam uma sociedade que é doente e cada vez mais refém da insegurança que não é física, mas psíquica.
A invasão destes seres Aedes aegyptis do crime é como a dengue que se alastra mesmo havendo o combate e a campanha de prevenção contra eles.
Por que o crime se alastra? Há solução?
Caro leitor, a forma como o estado trata a segurança de seus contribuintes é amadora, tanto quanto as forças policiais o são.
O crime é organizado e mutante. O estado é desorganizado e alienado, ou seja, preso a um sistema arcaico e pouco inteligente de resolução de seus problemas de segurança. O estado e seu braço de força atacam pontos marginais e reprimem focos, mas não executam uma ação de prevenção mutacional, ou seja, para destruir todo o aparato criminoso deve se mexer em mais do que se mexe.
Quando um traficante tem seu núcleo ele tem vários "braços direitos". Se o traficante é caçado, preso e morto o problema não se resolve. Exemplo disto foram as catastróficas invasões de morros no Rio. O efeito foi como se você destruísse um formigueiro, mas liberasse as formigas, ou seja, o crime migrou e se espalhou pelo Brasil. Cidades nordestinas hoje amargam a consequência desta desastrosa decisão do governo. Forças criminosas se espalharam em quase todo o território nordestino e o uso e distribuição de droga tem crescido exponencialmente!
Se alguns chefes de tráfico foram mortos e/ou presos. Os seus pupilos estão soltos e trabalhando em prol do crime a partir do legado deixado por seus crimino-ídolos.
A única solução era modificar tudo, a começar pela cabeça limitadíssima do brasileiro que ama beirar a ignorância e é presa a politicagem. Depois investir em uma educação conjunta de qualidade. Conjunta? Como assim? Dos pais é a educação moral e a formação de uma cidadania consciente, mas a escola deve fazer parte deste crescimento e evolução cidadã.
Por isso digo... Saudades de tu ó tranquilidade infante. Saudades de tu ó sorriso radiante de criança feliz toda empoeirada e suada pelas brincadeiras diárias e incansáveis!
A invasão destes mosquitos não podem tirar a nossa segurança psíquica, a nostalgia é um bom remédio para superar isto!

Érick Freire
Pedagogo e escritor
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domingo, 4 de maio de 2014

Canos Azuis. Érick Freire.

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Grandes fendas abriam no chão e formavam crateras, era o que acontecia quando chovia forte onde eu morava quando era criança, além das crateras que eram a festa da criançada no meio da rua, apareciam canos azuis enormes, era impressionante! Pareciam com enormes dutos. Corríamos em cima deles, equilibrávamos-nos, eram lisos e escorregadios, tinham pelo menos uns oitenta centímetros de altura, as crateras nas ruas de barro chegavam a quase dois metros de profundidade. Era uma festa. Às vezes parávamos e púnhamos os pés nos canos para sentirmos a força da água passar por eles. Eram bem geladinhos, gostoso de sentir.
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